Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

LANÇAMENTO - LIVRO "A ÍNDIA QUE EU VI", de JOÃO AVELAR LOBATO


Tem início no dia 16 de julho, quinta feira, uma série de palestrassobre a Índia, que contará com o escritor João Avelar Lobato que lançao seu livro A ÍNDIA QUE EU VI, além da participação de especialistas.

As datas e locais são:

BELO HORIZONTE
Data: 16 de julho
Horário: 19 horas
Local: Leitura Megastore Pátio Savassi
Endereço: Av. do Contorno, 6061- Savassi

IPATINGA
Data: 20 de julho
Horário: 19 horas
Local: Leitura Megastore Vale do Aço
Endereço: Av. Pedro Linhaço Gomes, 3900/loja 38 - Industrial

JUÍZ DE FORA
Data: 23 de julho
Horário: 18 horas
Local: Leitura Megastore
Endereço: Av Barão do Rio Branco, 2161 - Centro

SÃO PAULO
Data: 28 de julho
Horário: às 19h
Local Livraria da Vila,Alameda Lorena, 1731 – Jardins(11) 3062-1063

* PARA SABER MAIS SOBRE A ÍNDIA, VISITE O BLOG DO AUTOR!http://livrodaindia.blogspot.com/
SOBRE O AUTOR: João Avelar Lobato é especialista em escrita criativa e publicação de livros, oferecendo cursos pelo seu site: www.ototem.com. Além de livros, ele cria autores fictícios para as diferentes linhas que aborda. Assina como Norman Lance seus livros de ação (CONEXÕES e OCULTO – Despertando para o Poder); como Leon Carmine textos alternativos (como o livro CONTOS) e com seu próprio nome artigos sobre literatura e cordel (e viagens! A ÍNDIA QUE EU VI). Lobato tem também trabalhos publicados na Inglaterra, Estados Unidos e Sri Lanka. Ele é geógrafo de formação e colaborador do jornal Folha de São Paulo.

Domingo, 21 de Junho de 2009

O CINEMA DE UM HOMEM SÓ


O CINEMA DE UM HOMEM SÓ
Por Sylvia Marteleto (inimiga do povo?)


Selton Mello. Selton Mello, Selton Mello e Selton Mello. O que seria do cinema brasileiro se não fosse o Selton Mello? Não que eu desgoste do Selton Mello e suas performances – ao contrário: acho um dos poucos atores de sua geração com uma razoável capacidade. Prova disto é que até agora já citei o nome de Selton Mello sete vezes.

A questão é: por que esta máquina de conversão do dinheiro público (muito dinheiro) só dá grande visibilidade a meia-dúzia de figurinhas carimbadas? Pois, a massa não costuma assistir ao chamado “cinema sofisticado e sério”, e curiosamente, filmes nacionais de fácil digestão que lotam os cinemas – e catapultam os envolvidos para boas oportunidades futuras – custam muito. Alguns custam tanto que mal arrecadam o suficiente para fazer valer a produção.

Deste modo, mais uma pergunta surge ecoando em meus ouvidos: com tantos atores competentes, qualificados e maduros, por que nas salas de cinemas dos shoppings todos são obrigados sempre a se contentar com o Selton Mello? Vale lembrar que atualmente Selton Mello está em cartaz com dois filmes: um sobre o caso Jean Charles de Menezes e “A Mulher Invisível”, com a grande dama do teatro brasileiro Luana Piovani. De “O Alto da Compadecida”, passando por “Meu Nome não é Johnny” chegando até “Jean Charles”, o cinema das massas vem sendo de um homem só. Em resumo, na sala 1: Brad Pitt, na sala 2: Tom Cruise, na sala 3: Selton Mello, na sala 4: Christian Bale, na sala 5: Selton Mello.

Eu poderia passar o resto da noite de Domingo fazendo explodir em linhas as dúvidas que saltam da minha cabecinha filosófica e cansada. Mas, para poupar o leitor, lanço uma última reflexão: é muito estranho e insosso ter que se acostumar a ver frequentemente no cinema o Lázaro Ramos, a Fernanda Torres, o Wagner Moura, o Rodrigo Santoro, o Matheus Nastergale, a Xuxa e outras figuras reconhecíveis (“Casseta e Planeta” e “Os Normais” também contam), durante as poucas ausências de Selton Mello. É como se o cinema que dispõe de publicidade em grande escala se tornasse uma extensão das novelas do horário nobre. Uma novela condensada e de alta definição para os sempre mesmos espectadores. A Indústria Cultural é realmente deprimente.

Recentemente, assisti a uma peça de teatro em uma cidade que, ao que parece, não dá o devido incentivo às artes cênicas. A atriz principal da peça segurou o público escasso pelas unhas, com sua competência. Eu gostaria que a massa lotasse os cinemas para ver estes rostos anônimos com suas unhas afiadas. Mas, parece-me que para fazer cinema para multidões é preciso ser primeiro ator de novelas da Globo.

E se Selton Mello não interpretou o Dadinho em “Cidade de Deus”, provavelmente é porque não tinha os cabelos Black Power e não nasceu preto. “Dadinho, o caralho. Meu nome é Selton Mello”.


O CINEMA DE UM HOMEM SÓ – EM CARTAZ, SELTON MELLO:
(
2009) Reis e Ratos, (2009) A Mulher Invisível, (2009) Jean Charles, (2008) Feliz Natal, (2008) A Erva do Rato, (2008) Os Desafinados, (2008) Meu Nome não É Johnny, (2007) Os Penetras, (2007) Sete Vidas, (2006) Árido Movie, (2006) Federal, (2006) Tarantino's Mind, (2005) Quando o tempo cair, (2005) O Cheiro do Ralo, (2004) O Coronel e o Lobisomem, (2004) Garotas do ABC, (2004) Nina, (2003) Lisbela eo Prisioneiro, (2001) Lavoura Arcaica, (2001) Caramuru - A Invenção do Brasil, (2000) A Nova Onda do Imperador, (2000) O Auto da Compadecida, (1996) Guerra de Canudos, (1996) O Que É Isso, Companheiro?, (1995) Flora, (1995) Razão Pra Cre, (1993) Lamarca, (1990) Uma Escola Atrapalhada.

Domingo, 31 de Maio de 2009

TOO SEXY FOR MY LOVE (PARTE II)


TOO SEXY FOR MY LOVE (PARTE II)
Por Sylvia Marteleto (inimiga do povo?)


O segundo episódio aconteceu aproximadamente dois anos depois. Como boa adolescente despirocada do gueto que fui, resolvi que iria com o meu benzinho “fazer amor” no território destinado à igreja, protegido por muros altíssimos, ao lado da própria capela. Em minha defesa, foi ele que me convenceu. Afinal, qual mulher não pularia o muro da igreja para fornicar com o seu amor? Pergunte à sua avó. Ela lhe contará.

Ele era magro, mais baixo do que eu, e obviamente, mais ágil. Combinamos que eu pularia primeiro, apoiando os meus pés em seus ombros. Ele pularia em seguida e eu, de cima do muro, desceria ao outro lado através do mesmo método de subida. Muito obrigada. Sim, eu sei. Desde esta época, já sabia planejar as coisas na minha vida. Sempre foi um dom.

O nosso plano foi o mais acertado que todos os planos que envolvem sexo em locais sagrados. Mais uma vez, obrigada por reconhecer nossa inteligência. Mas, o fato é que na volta, erramos um pouco nos cálculos. Quer dizer, como bem já havia dito, o coitadinho era magro. Então, a esta altura, o leitor já sabe o que aconteceu...

As antigas laranjas de Teodoro caíram do muro. Eu caí de cima dos ombros do meu amor, enquanto tentava pular o muro para o lado de fora da igreja. Não foi culpa dele; o coitado era magrinho. Afinal, qual mulher nunca caiu de cima dos ombros do seu parceiro sexual? Pergunte à sua mãe. Ela lhe contará. Eis a verdade que poucas possuem.

Mas, de fato, a queda foi dura. Seus ombrinhos esqueléticos não suportaram o peso da Inimiga do Povo. Caí de muito alto. Na verdade, nem sei como conseguimos pular o muro para a fornication. O tesão faz milagres, minha amiga. E naquele momento, após a queda, as mesmas mãos que me bolinaram em momentos preciosos, me colocaram deitada na calçada com a cabeça sobre suas pernas.

“Uuuuurrggg!...”, balbuciava enquanto sentia o forte golpe da queda. “Shh, shh, calma, vai passar, vai passar...”, tentava meu loverboy me acalmar.

Com muito custo, fui me recuperando. As laranjas agora pareciam limões-capeta. Sentia que minhas costas estavam pregadas ao chão. Mas, fui me recuperando. E ele, solidário, acendeu o último cigarro de seu maço para me acalmar. Sim, após esta bela tentativa de homicídio, não satisfeito, colocou em meus lábios um derby azul. Eu devia ter terminado com ele naquele instante. Não por causa do tombo, mas por conta do golpe derradeiro do cigarro barato ao final da noite já desastrosa.

Já recomposta, fomos andando os dois – um adolescente caquético e sua dama com problemas de coluna. Passados alguns quarteirões, solicitei que me comprasse um cigarro picado no bar da esquina da rua acima. Como eu não conseguia me locomover perfeitamente, o meu benzinho anoréxico se prontificou em comprar o cigarro. À espera dele na esquina, decidi arrumar a calça. Eis a última surpresa da noite: minha calça estava rasgada na parte... na parte.. digamos, na bunda. E como um carro havia passado por mim quando eu estava de costas com a mão em uma das nádegas, provavelmente o motorista pensou se tratar de uma meretriz que sofria de hemorróidas.

O meu amor subnutrido regressou com dois cigarros para me recompensar pelos problemas da noite. E seguimos nós quatro pela madrugada: eu, ele e o par de limões de Teodoro.
(Todos os direitos reservados)

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

AZEDUME (2009)

AZEDUME (2009)
AUTORA: Sylvia Marteleto
GÊNERO: Contos
TAMANHO: 42 Páginas
PONTOS DE VENDA (BELO HORIZONTE):
Livraria da Travessa - Av. Getúlio Vargas, 1405 - Savassi. Tel.: (31)3223-8092
PEDIDOS (diretamente com a autora):
sylvia_contus@hotmail.com ou pelo blog Inimiga do Povo